domingo, 11 de abril de 2010

Depois de bastante tempo,
eu chorei porque senti medo e fraqueza
nenhuma raiva se misturou...
Foi um choro que eu chorava muito a uns anos atrás
mas que eu nunca mais havia chorado
Foi bom saber que isso ainda existe em mim.
Estava comendo, fechei a porta da cozinha e fiquei lá;
sentada, comendo, sozinha, ouvindo música.
E chorando...
E o pensamento que me veio à mente foi:
'Não é possível, é, Deus? Que isso aqui tudo seja pra nada...
que todo esse sentimento dentro de mim seja uma ilusão,
um falso entendimento do que o futuro me reserva.
Que tudo esteja sendo traçado pra dar em nada.
Ou em tudo...
Tudo o que eu jamais poderia imaginar ou desejar.'
Não quis e não pretendi achar uma resposta pra isso.
Minutos depois, vi que não precisaria mesmo;
Renato Russo poderia explicar todo o meu Universo de hoje, perfeitamente:
"Dorme agora, é só o vento lá fora. Quero colo, vou fugir de casa, posso dormir aqui com vocês? Estou com medo, tive um pesadelo..."
Minha aflição reside no momento do Despertar.

2 comentários:

Mayara, disse...

BRAVO! é dessa exteriorização de sentimentos que o mundo precisa, e não entende isso como comodismo o de esperar a resposta. é só falta de pressa, por saber que tudo acontece no momento certo.

marialva disse...

Eu também me sinto assim, às vezes (nem poucas, nem muitas; somente às vezes) soberbamente cheia do vazio - vazio de não saber entender o delicioso emaranhado e conturbado mundo dos meus sentimentos. Aí, penso que "estou pisando em ovos" (com um pavor imenso de quebrá-los), mas como pisá-los sem quebrá-los? (ou “como quebrá-los sem pisá-los?) Ah, começo a pensar que é melhor não pensar, nem sentir, somente deixar fluir.